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A Internet

Dr. Alexandre Campos Moraes Amato

Residente de Cirurgia Geral do Hospital Jaraguá – São Paulo

Em 1969, no auge da Guerra Fria, foi criada a Internet. Originalmente interligava laboratórios de pesquisa e se chamava ARPANet ( Advanced Research Projects Agency). Era uma rede pertencente ao Departamento de Defesa Norte-Americano com o objetivo de não ser centralizada e sobreviver a um bombardeio. Quando foi usada em universidades e laboratórios, passou a ser chamada de Internet e disseminou-se pelo mundo.

A Internet é o agrupamento de outras quarenta mil redes no mundo conversando por um protocolo único, o TCP/IP (Transmission Control Protocol / Internet Protocol). Por duas décadas ficou restrita ao uso acadêmico e científico. Em 1987, foi liberado seu uso comercial nos Estados Unidos e, em 1995, no Brasil. A explosão da Internet ocorreu em 1992 nos EUA, quando surgiram inúmeros provedores de acesso para o usuário doméstico.

O correio eletrônico (e-mail) é um dos recursos mais antigos da rede. Permite que qualquer usuário com um endereço envie uma carta eletrônica para qualquer outro usuário, em qualquer parte do mundo. Devido às suas diversas vantagens, como velocidade, facilidade de envio e outras, foi amplamente aceito na sociedade.

A World Wide Web, a Internet como a mídia divulga, foi criada em 1991, na Suíça. Foi concebida para ser uma maneira simples de divulgar documentos científicos e interligar computadores. A criação do Mosaic, programa destinado a tornar possível o acesso em ambiente gráfico, permitiu que novos usuários utilizassem a rede, devido à dificuldade anterior de se aprender os comandos em linguagem de computador e a limitação de exibir somente textos. O segredo do sucesso da World Wide Web é o hipertexto onde textos e imagens são interligados através de palavras-chave.

Atualmente, a Internet distanciou-se de seu objetivo primário e passou a ser um meio de comunicação para todos. É capaz de nos libertar das limitações espaço-tempo, de modo que podemos visitar o Museu do Louvre e, segundos depois, estar lendo o jornal local.

A Internet é uma rede mundial sem um computador central, provedora de diversos serviços. Na mídia, o mais comumente comentado são o World Wide Web, o correio eletrônico (e-mail) e FTP. Entretanto, ela é composta de vários outros serviços, como: grupos de discussão, listas de correio, Telnet, Finger, Gopher,WHAIS, P2P, Chat e outros.

Cada serviço pode ser acessado por um programa específico diferente, porém o uso dos navegadores (browsers) é suficiente para acessar os serviços mais utilizados e mais eficientes em uma pesquisa.

A diversidade cultural e lingüística é característica da Internet, podendo haver choques entre culturas e crenças. O Inglês é o idioma predominante, embora não seja oficial.

Com todas as suas virtudes, a Internet também é cheia de armadilhas, e é necessário conhecê-las para evitá-las. Mesmo pessoas com baixa renda e sem ligação com Universidades são capazes de publicar informações, que sem a grande rede nunca teriam sido divulgadas. Isso tem seu lado bom e ruim. Todas as pessoas são livres para publicar textos sobre os temas que bem entenderem, independentemente de serem ou não peritos no assunto. A característica de mutação constante pode levar a uma desatualização, o que chega a ser um paradoxo: mesmo sendo extremamente fácil divulgar na rede, é preciso lembrar que não é preciso fazer nada para que suas páginas fiquem eternamente publicadas, levando à desatualização. Tal facilidade abre espaço para trabalhos excelentes e outros péssimos, o que obriga o leitor a uma postura crítica e atenta para evitar essa emboscada.

O excesso de links nas páginas pode levar o leitor à dispersão, que foge da proposta inicial e percorre assuntos não relacionados à pesquisa atual. Sabendo-se que a maioria dos internautas não percorre mais do que as dez primeiras chamadas nos mecanismos de busca, muitos comerciantes pagam para que sua informação seja escalada antes de outras, de modo que nem sempre os primeiros achados são melhores e mais fidedignos. Esse fato exige, mais uma vez, permanente alerta do usuário para separar o joio do trigo.

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